terça-feira, 18 de maio de 2021

Bandeira de Laranjal do Jari (Amapá) — proposta

Mais uma bandeira inspirada no conteúdo do Canal Exclave (que desde já recomendo). O tema do vídeo não é a vexilologia, mas a certa altura surge a bandeira do município de Laranjal do Jari, o mais extenso do estado do Amapá:

A bandeira caracteriza-se por ter em primeiro plano, a amarelo, o perfil do território do município. Não incluir mapas em bandeiras é um dos bons princípios da vexilologia, pelo que resolvi desenvolver uma bandeira alternativa.

Consultando a Wikipédia e o OpenStreetMap, alguns aspectos sobressaíram: o Rio Jari, que corre no sentido NNO–SSE, constitui a fronteira oeste do município (e do estado do Amapá); a cidade localiza-se perto do extremo sul do município; um dos meios de transporte tradicionais é a catraia, uma espécie de barco à vela (pelo menos originalmente, o mais certo é agora serem a motor).

Usando estes e outros elementos e critérios (que mais à frente se explicam), cheguei a esta proposta de nova bandeira:

O padrão principal de cores (azul/verde) foi invertido, de maneira a que o fundo verde represente a floresta amazónica e a diagonal azul represente o Rio Jari. Esta diagonal passou a atravessar apenas a metade esquerda da bandeira, imitando assim mais aproximadamente a localização e o perfil do percurso do rio.

A localização da cidade propriamente dita é marcada pela fortaleza laranja, copiada da bandeira do Amapá. Desta forma, não só se indica a pertença do município a este estado, como o uso de um símbolo com identidade própria (por contraponto ao clichê da estrela) contribui para a originalidade e a identificabilidade da bandeira; a cor da fortaleza remete para o nome do município.

No canto superior direito da bandeira (ou “cantão sinistro”), uma catraia representa o tradicional transporte fluvial.
(Esta catraia segue o modelo português, que pode diferir do realmente usado no Rio Jari. O design poderá ser adaptado à realidade local, mas será sempre bom usar um modelo tradicional, ainda que fora de uso, em vez de um modelo moderno, menos adequado a representações vexilológicas e, curiosamente, menos intemporal.)


Créditos: fortaleza adaptada da bandeira do Amapá (autor: E2m): catraia desenhada por mim, seguindo este desenho encontrado no Pinterest.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Comunidade Judaica Portuguesa (e diáspora)

Exercício de vexilologia sobre uma possível bandeira para representar a comunidade judaica portuguesa e a diáspora judaica de origem portuguesa.

Nenhum dos resultados me agrada por aí além...

Versão 1:

Versões 2a e 2b:

Nas versões da série 2, para além de substituir os castelos por Estrelas de David (versão 2a), substitui-se também a esfera armilar por uma menorá construída no mesmo estilo.

Por uma questão de simetria, a menorá tem tantos braços para cima como para baixo (“pés”). Esta profusão de pés visa, simultaneamente, representar as raízes portuguesas, como se a menorá fosse também uma árvore. No entanto, tem a desvantagem de tornar o desenho algo confuso, podendo não parecer muito uma menorá...

(veja aqui parte 2)

terça-feira, 11 de maio de 2021

Bandeira do Estado do Piauí (proposta)

Sou seguidor, no Youtube, do Canal Exclave, dedicado às «curiosidades geográficas brasileiras».

Há dias, num vídeo dedicado à mudança de bandeiras estaduais, comentei que «Pioraram a bandeira do Piauí».

Para comparação, eis as bandeiras desse estado brasileiro, antes de 2005 (esquerda) e desde então (direita):

Acrescentei depois que «A data estraga tudo, quebra a harmonia do design».

O autor do canal, Olavo Soares, contra-argumentou que «Eu gostei da mudança. Ficou mais específica! A anterior se parece com tantas outras».

De facto, quando se opta por uma bandeira com listas horizontais e uma ou mais estrelas num cantão, é diícil ser original, conforme se pode constatar comparando as bandeiras dos Estados Unidos, da Libéria e dos estados brasileiros de Goiás, Sergipe, Maranhão e São Paulo...

A data acrescentada em 2005 à bandeira do Piauí (13 de Março de 1823) tem um importante significado histórico: é a data da Batalha do Jenipapo, uma das mais importantes da guerra de independência do Brasil.

Resolvi, assim, procurar uma maneira de dar uma identidade única à bandeira do Piauí e manter a referência a tão relevante evento de uma forma vexilologicamente válida, evitando a solução "fácil" de simplesmente escrever a data na bandeira...

A solução encontrada foi esta:

(As três versões usam, respectivamente, os tons da bandeira antiga, os da bandeira actual e os da bandeira do Brasil; as proporções são as da bandeira antiga — tudo, segundo consta na Wikipédia.)

No cantão, a estrela (símbolo que, de tão usado, perdeu relevância) é substituída pela representação estilizada do interior do jenipapo, fruto do jenipapeiro. Faz-se, desta forma indirecta, referência à batalha travada junto ao rio piauiense homónimo. As duas metades do fruto simbolizam também os dois exércitos beligerantes frente a frente no campo de batalha.

A referência à data da batalha é também mantida, se bem que através de simbologia numérica escondida na bandeira.

A bandeira tem 13 listas (7 verdes e 6 amarelas) e 1 cantão. Quanto ao jenipapo, tem 16 sementes visíveis no seu interior (8 em cada uma das 2 metades).

Usando estes números (1, 2, 6, 7, 8, 13, 16), temos:

  • dia da batalha: 13
  • mês da batalha: 16 – 13 = 1 + 2 = 3 (Março)
  • ano da batalha: 16 + 2 = 18 (1823); 16 + 7 = 23 (1823)

Jogando um pouco mais com os números, podemos também obter a data de declaração da independência do Piauí (24 de Janeiro de 1823) em relação ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que consta do brasão estadual:

  • dia: 16 + 6 + 2 = 24
  • mês: 1 (Janeiro)
  • ano: como na data da batalha

Se eu fosse piauiense (ou sequer brasileiro), proporia esta bandeira à assembleia legislativa estadual.


Créditos: adaptação da bandeira do Piauí de 1922 (autor: Giro720); símbolo do cantão, da minha autoria.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Bandeiras aleatórias

Exercício de vexilologia inspirado por um elemento decorativo da fachada de um edifício na Rua Miguel Bombarda (Porto).

Fachada do n.º 181 da Rua Miguel Bombarda.
(Fonte: Google StreetView.)

sábado, 8 de junho de 2019

III Farol Bike Tour

Logótipo (para ser estampado em t-shirts e num “passaporte”) do III Farol Bike Tour, uma volta em bicicleta pelos faróis da costa continental portuguesa, entre Caminha e Vila Real de Santo António. Evento organizado por um amigo e realizado por ele e por mais alguns efectivos da Divisão de Faróis da Autoridade Marítima Nacional.

As subsequentes edições deste evento usariam (para grande tristeza minha...) o mesmo design, apenas alterando as datas e o número da edição em causa

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Farol «Pigeon Point» (inacabado) — ou como «o óptimo é inimigo do bom»

Trabalhei intensamente (demasiado intensamente...) nesta ilustração durante uns 5 dias. Aprendi por mim próprio muitas técnicas novas (para mim) para obter determinados efeitos.

Desperdicei uma noite a tentar desenhar uma lente de Fresnel que mal se veria no andar superior do farol: trabalho deitado ao lixo.

Nos dias seguintes, por cansaço e excesso de trabalho (aquele que paga as contas...), não voltei a pegar nisto.

Os dias passaram a semanas, as semanas tornaram-se meses.

Quando, mais folgado, tentei retomar o projecto, assustei-me: já não me lembrava de como obter os mesmos efeitos!

E por aí ficámos.

sábado, 9 de junho de 2018

II Farol Bike Tour

Logótipo (para ser estampado em t-shirts e num “passaporte”) do II Farol Bike Tour, uma volta em bicicleta pelos faróis da costa continental portuguesa, entre Caminha e Vila Real de Santo António. Evento organizado por um amigo e realizado por ele e por mais alguns efectivos da Divisão de Faróis da Autoridade Marítima Nacional.

Algumas fotos do evento:

Fonte: Pedro Aires @pedroairescom

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Brasão de Dona Gigi Caetana Ludovina, Baronesa de Rapòtacho

Explicação:

  • 2.º e 3.º quadrantes: a Gigi é uma gata absolutamente adorável.
  • 1.º quadrante: quando a Gigi está por perto, o mundo é mais quente e luminoso.
  • 4.º quadrante: a Gigi a aprender a arte de passar ratecos a fio de espada... (A estrela representa a orientação da sua mestra, D. Bolinha Pêlo-de-Farinha.)
  • Mote: «Aqueço e Aprendo», referência ao 1.º e 4.º quadrantes.
  • Contra-chefe: a Gigi nasceu a 25 de Abril de 2017, aniversário da Revolução dos Cravos.
  • Título nobiliárquico: digamos que há já algum tempo que a Gigi não se enquadra nas medidas 86-60-86...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Brasão de Dom Rodolfo Tobias Manuelzinho, Cavaleiro da Dinamarca

Explicação:

O Tobias — como é habitualmente chamado — é o gato que ocupou o lugar deixado vago pelo falecido Bonifácio. As duas balanças reflectem a sua pertença àquela família de advogados, bem como o facto de ele ser o segundo gato do escritório.

Ele é bastante tímido e furtivo: quando não o estão a ver, ele está ali, algures. O gato amarelo parcialmente escondido pelas barras pretas representa isso.

O Rodolfo Tobias Manuelzinho obteve os seus três nomes através de uma típica decisão salomónica: cada nome foi independentemente sugerido por diferentes pessoas, sendo a discussão resultante resolvida atribuindo-lhe todos os três nomes... O leão azul e os corações (copiados do brasão de armas da Dinamarca) e o seu título nobiliárquico (inspirado no livro homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen) invocam o dilema hamletiano à volta do seu nome: «Tobias, or not Tobias? That is the question.»

sábado, 11 de novembro de 2017

Maria Natura

Logótipo criado para o projecto fotográfico de uma amiga. Podem acompanhá-lo através do Facebook, do Instagram e do blogue.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Proibida a Legionella

Eu sei que a missão jurada do António Costa é desfazer todas as benfeitorias do governo de Pedro Passos Coelho (PPC)...

... mas escusava de ter extendido tal sanha ao ponto de mandar retirar estes sinais que, a bom tempo, PPC mandou afixar por todo o país...

Não se faz!