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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Bandeira do Estado Livre do Gargalo

O Estado Livre de Gargalo (em alemão: Freistaat Flaschenhals) foi um estado de facto de curta duração que existiu de 10 de janeiro de 1919 a 25 de fevereiro de 1923.

A origem deste quase-estado prende-se com as consequências imediatas do Armistício de 1918, quando as forças aliadas ocuparam o território alemão a oeste do Reno. Para manter uma presença militar no lado oriental, as potências Aliadas alargaram as suas zonas de ocupação criando três cabeças-de-ponte semicirculares de 30 km de raio, irradiando de Colónia (zona britânica), Koblenz (zona americana) e Mainz (zona francesa).

Como Koblenz e Mainz distam mais de 30 km, as zonas francesa e americana não se chegavam a tocar, deixando uma estreita lacuna no lado oriental do Reno contendo o vale de Wisper, as cidades de Lorch e Kaub, e uma mão-cheia de aldeias. Sem nehuma estrada ou caminho-de-ferro que o ligasse ao resto da Alemanha sem passar por território sob ocupação militar, este pequeno território fico efectivamente isolado do resto do país e, consequentemente, sem contacto com a administração da República de Weimar, o que na prática lhe concedeu autonomia administrativa.

Devido à natureza circular das cabeças-de-ponte aliadas, este território isolado assumiu a forma de um gargalo, daí o nome que foi dado ao microestado, quando foi declarado em 10 de janeiro de 1919.

Como qualquer estado que se prese, o Estado Livre do Gargalo tinha a sua própria bandeira, mas não primava pela originalidade ou representatividade: era, tal como a bandeira imperial alemã (1871–1918), uma tricolor preto-branco-vermelho, mas vertical em vez de horizontal.

A bandeira alternativa aqui proposta mantém o esquema tricolor, mas não deixa margem para dúvida de que representa o Estado Livre do Gargalo e não um qualquer outro estado sem imagionação.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Comunidade Ucraniana em Portugal (propostas de bandeiras)

No dia em que se assinala o segundo ano da brutal invasão da Ucrânia por parte da Rússia, a minha homenagem à comunidade ucraniana residente em Portugal.

Slava Ukraini!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Viver para continuar a lutar

Foi com muito orgulho que criei o logótipo da “Yekîneyên Bijîşkî Taktîkî” (YBT), ou Unidade Médica Táctica, a unidade das milícias YPG/YPJ criada pelo voluntário britânico Macer Gifford com o fim de prestar assistência médica em combate.

As cores das três diagonais da “estrela médica” são as da bandeira do Curdistão sírio (ou Rojava), enquanto a estrela de cinco pontas vermelha do olho da serpente de Asclépio invoca a pertença da YBT às milícias YPG/YPJ.

Podem manter-se ao corrente das actividades da YBT seguindo a sua página no Facebook.

YBT na frente de Raqqa

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Lutando contra o pseudo-Califado

Como forma de apoiar a luta contra os terroristas do Daish, criei para a Wikipédia bandeiras e insígnias de grupos armados que se lhe opõem.

A primeira bandeira, das milícias YPG, não foi criada originalmente por mim. Eu apenas dei um “jeitinho”, para ficar mais condizente com as bandeiras que se vêem nos vídeos do YouTube.

A partir da bandeira das YPG, criei a das YPJ, a sua versão exclusivamente feminina.
(As unidades YPG são mistas, mas maioritariamente masculinas; onde há mulheres para criar uma unidade autónoma, em geral esta fica afecta às YPJ. Na prática, a separação entre YPG e YPJ só ocorre nos campos de treino; na linha da frente, geralmente combatem lado a lado, com uma estrutura de comando partilhada.)

As YPG e as YPJ são o braço armado do PYD, partido curdo da Síria, alinhado com o PKK dos curdos da Turquia. (Segundo a Turquia, o PYD não é mais do que o PKK disfarçado com um bigode postiço sírio...)

Com base na mesma bandeira, criei também a bandeira da HPG, braço armado do já referido PKK.

(Em todos os casos anteriores, é habitual, em especial para quem está de fora, a confusão entre as organizações paramilitares — YPG/YPJ e HPG — e os partidos políticos a que elas estão afectas — PYD e PKK. Em termos formais são coisas diferentes, tendo símbolos diferentes. Ao nível das bandeiras, há uma confusão adicional: bandeira do partido independentista/autonomista curdo vs. bandeira que propõem para o Curdistão por que lutam, seja ele um país independente ou uma região autónoma.)

Finalmente (até agora), criei, a partir da fotografia de uma insígnia bordada, a versão digital do símbolo das YBŞ, milícias da minoria religiosa yazidi no Iraque. (Apesar de serem iraquianas, estas milícias foram criadas e são treinadas sob os auspícios das organizações paramilitares curdas da Turquia e da Síria, HPG e YPG.)

Existem outros grupos paramilitares na região que também combatem os cabrões do Daish, mas a inclusão de caracteres árabes e/ou siríacos nos seus símbolos dificulta a sua reprodução correcta sem erros ortográficos, razão pela qual ainda não arrisquei a criação de uma bandeira ou insígnia...

domingo, 27 de março de 2011